quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Levaram-me



Este é o relato na primeira pessoa da história de vida de António, um rapaz português que aos nove anos foi levado da Aldeia das Dez, em Oliveira do Hospital, por um homem que se fez passar por seu tio. E assim começou para António o pior dos infernos que uma criança pode ter de suportar – viu-se afastado da família e da vida que até então conhecera e inserido numa rede de pedofilia internacional onde foi abusado sexualmente. Inspirada em casos reais ocorridos no nosso país e pelo mundo, esta obra, pretende combater a ignorância a respeito desta realidade chocante ao revelar-nos os meandros de uma rede de pedofilia internacional e das próprias mentes dos predadores sexuais, e assume-se como um apelo à liberdade destas crianças que cedo se viram obrigadas a deixar de o ser.

Um livro de Paulo Pereira Cristóvão e Susana Ferrador

Abrir a Porta

"A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, não é nada, e torna-se nada. Ela pode evitar sofrimento e desilusão, mas ela simplesmente não pode aprender, sentir e mudar, crescer e amar e viver." Leo F. Buscaglia



Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros num canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam cravadas figuras de caveiras.

Nesta sala ele fazia-os ficar em círculo, e então dizia:
- Vocês podem escolher morrer com as flechas dos meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.

Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta?
- Vá e veja.

O soldado então abre-a vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão entrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.

Arriscar

Há momentos na VIDA em que tens que arriscar, tens que abrir a porta que tens à tua frente sem saberes o que está do outro lado.

Esses momentos são parte da VIDA de um Líder de uma Empresa chamada: EU, S.A.

E esse Líder és TU... e essa empresa é a tua VIDA.

Quantas portas deixaste de abrir já pelo medo de arriscares?

Quantas vezes perdeste a liberdade, apenas por sentires medo de abrir a porta dos teus sonhos?

Fonte: Este texto foi-me enviado por email por uma amiga.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Aproveitem a Vida" de António Feio



Tenho um tumor gigante no pâncreas. Alguns dos tratamentos conseguiram reduzir um pouco o seu tamanho, mas não o suficiente para poder ser operado. Sei bem o que isso significa. Neste momento, e porque não há outra forma, vivo um dia de cada vez. Deixei de fazer planos para a frente. Não sei o que me espera no futuro, mas isso agora também não importa, o que interessa é o aqui e agora. Ao longo deste quase último ano e meio percebi que o meu estado de saúde deixou de ser um tema que me diz respeito apenas a mim, à minha família, aos meus amigos e àqueles de quem sou próximo. A minha doença deixou de ser apenas um problema que é meu, de alguma forma deixou de me pertencer. E isto sucedeu aos poucos, à medida que a onda de apoio e solidariedade à minha volta foi crescendo e ganhando forma. Assim nasceu a ideia deste livro.
A mensagem principal que quero deixar às pessoas é que se há um problema é preciso resolvê-lo da melhor maneira, há que não ficar quieto, há que tentar de tudo primeiro, nunca desistir. Se as pessoas começarem a parar por um momento para olhar para casos como o meu, ou, simplesmente, para a sua própria vida com olhos de ver, talvez comecem a relativizar os seus próprios problemas e possam perceber o que de facto vale a pena na vida. Talvez assim a consigam aproveitar melhor.


Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros!!
António Feio

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"Não contes cada hora do teu dia, faz com que cada hora conte!"




Imagina que tens uma conta corrente e, a cada manhã, acordas com um saldo de 86.400€.

Só que não te é permitido transferir o saldo para o dia seguinte. Todas as noites o teu saldo é colocado a zeros, mesmo que não tenhas conseguido gastá-lo durante o dia.

O que fazes? Vais gastar cada cêntimo, é claro!

Todos nós somos clientes deste banco que estamos a falar: o banco do TEMPO!

No começo de cada dia, cada um de nós recebe um crédito de 86.400 segundos. Todas as noites o saldo é debitado, como perda. Lembra-te: todos os dias é tudo novo, de novo. Pela manhã, a tua conta começa de novo, com crédito... À noite, as sobras do dia evaporam-se... Não há volta. Precisas consumir, VIVER no presente, o seu depósito diário.

 
 O Poder do AGORA

Investe o teu tempo AGORA no AGORA.


Hoje, pela sociedade, pela rapidez da informação e por estarmos mais tempo em reacção do que em acção, ao não estarmos atentos, passamos literalmente pela VIDA.
Já houve uma altura na nossa VIDA em que faziamos mais do que actualmente e que sentiamos mais realizados e com mais tempo!
Estranho… ou talvez não!

O tempo é uma emoção. Há momentos na nossa VIDA em que segundos parecem horas e existem momentos na nossa VIDA em que horas parecem segundos. Concordas?

Devemos investir o nosso tempo em coisas que trazem “sumo” para a nossa VIDA: nos que mais amamos, no conhecimento, no crescimento mental e espiritual, na saúde, na felicidade, no sucesso, no amor, no projecto que amamos.

Estas escolhas são a nossa “driving force”…
TU escolhes. O relógio está a correr... O tempo está no seu curso normal.
E o pêndulo do relógio não "vai-e-volta"; ele "vai-e-vai". Portanto, faz o melhor pelo teu dia-a-dia.

As perguntas poderosas para pensar e agir:

- onde posso investir ainda melhor o meu tempo?

- que pequena acção posso passar a fazer durante o meu dia que me realize ainda mais?

- de que forma esta pequena acção vai mudar ainda mais a qualidade da minha VIDA?
- e a qualidade da VIDA dos que me rodeiam e que me são importantes?

Queres mais Tempo...?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Comer, Orar, Amar - Elizabeth Gilbert

                       

Iniciei com alguma relutância a leitura deste livro... Soava-me a mais um livro de auto-ajuda que, geralmente não consigo ler de forma linear e até ao fim... Aborreço-me mesmo com esse tipo de livros.
      Felizmente avancei e o que encontrei foi, afinal, um relato, em tom coloquial,  muito irreverente, divertido até, da viagem espiritual de uma mulher que, como tantos de nós,  necessitava, essencialmente, de se descobrir, de empreender uma viagem à sua própria alma em busca de libertação e equilíbrio.
      A escrita de Gilbert envolve-nos de tal forma que, por momentos, idealizamos a possibilidade de ousar partir numa viagem idêntica, com o único propósito de encontrar a Felicidade!
      Gostei particularmente da meditação sugerida pelo curandeiro balinês que consiste em "Sorrir com o rosto, sorrir com a mente, e a boa energia vem ter connosco para limpar a má energia. Sorrir até com o fígado.(...) Podes convocar a boa energia com um sorriso."

       «A busca de contentamento não é apenas um acto de preservação pessoal que beneficia quem o pratica, mas também uma generosa dádiva para o mundo»
      «Aprender a disciplinar o nosso discurso é uma forma de evitar desperdiçar as nossas energias através da boca, deixando-nos esgotados e enchendo o mundo de palavras, palavras e mais palavras, em vez de serenidade, paz e bem-estar.»
            Comer, Orar, Amar, Elizabeth Gilbert (excertos)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ser mãe... é ter visão Raio-X!


      «Ser mãe dá-nos um tipo de visão singular, um prisma através do qual conseguimos ver um filho com muitos rostos ao mesmo tempo. É por isso que podemos vê-lo a partir de um candeeiro de loiça, e lembramo-nos dele como um anjo. Ou abraçá-lo quando chora, mas imaginar o seu sorriso. Ou vê-lo dirigir-se a nós, do tamanho de um homem, e ver a pele cheia de covinhas de um bebé.»                 
                Jodi Picoult, in O Pacto 

        Não podia estar mais de acordo com esta descrição de Jodi Picoult.
        Ser mãe confere-nos um estatuto muito especial... conseguimos ver o invisível, sentir muito além do palpável... Percebemos se aquele choro é um pedido, uma birra ou uma dor... reconhecemo-lo, inclusive, no meio da multidão! Sabemos quando um filho tem febre antes mesmo de lhe tocarmos ou de medirmos com o termómetro... compreendemos naquele olhar uma preocupação, um sofrimento, um palpitar de alegria...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Coragem de Uma Mãe

Esta é uma história verdadeira. Marie-Laure Picat não conseguiu vencer o cancro mas em contrapartida saiu vitoriosa da batalha judicial que travou no último ano de vida.
Quando ouvi falar deste livro pela primeira vez fiquei logo bastante curiosa em saber como é que os quatro filhos de Marie-Laure lidaram com a doença da mãe. Mas quando comecei a ler “A Coragem de uma Mãe” surpreendi-me bastante com esta mulher que nunca escondeu a sua doença dos filhos e tudo fez para os deixar o melhor possível, junto de uma família de acolhimento da sua confiançaEm 2008 Marie-Laure descobre que tem um cancro no fígado. Tentando todos os tratamentos possíveis acaba por constatar-se que o cancro não só não regrediu como criou metástases noutros órgãos do seu corpo, incluindo os seus ossos. Enfrentando corajosamente esta última etapa da sua vida, Marie-Laure decide pôr a par de tudo os seus filhotes de modo a prepará-los para o seu futuro.
Os médicos dão-lhe escassos meses de vida e, como o homem com quem casou e pai dos seus filhos não quer saber deles, Marie-Laure decide escolher uma família que possa cuidar dos quatro filhos e fazê-los feliz, dando-lhes uma educação exemplar. Para isso teve de ir contra as leis de França que não permitiam que fossem os pais a escolher a família dos seus filhos. Mas saiu vitoriosa.
Para esse sucesso contribuíram, em muito, os órgãos de comunicação social franceses que prontificaram-se, desde logo, a contar a história desta jovem mãe, na luta pelo bem-estar das suas crias. A comunicação social permitiu que Marie-Laure conseguisse satisfazer alguns dos sonhos dos seus filhos: ir à Eurodisney, conhecer Paris e, apesar de já bastante debilitada, esta mãe tudo fez para ver os seus filhos felizes.
Depois de contar toda a sua história aos media, Marie-Laure decide contar tudo em livro para que os seus filhos, um dia mais tarde, soubesse a história da sua vida. Desde que em criança a sua mãe fugiu de casa deixando-a ao cuidado do pai e da avó, assim como aos seus dois irmãos, o abuso que sofreu por parte do pai, a pobreza que era a sua vida. Esta é a história de uma mulher sofrida desde muito nova e que mesmo assim irradiava felicidade quando estava na companhia dos seus filhos. Uma história que se lê de um só fôlego e bastante enternecedora.